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Projeto Renda Veste une tradição e moda com desfile de renda irlandesa no Arraiá do Povo

Iniciativa da Seteem em parceria com o Senai Cetiqt capacita artesãs para o mercado autoral

12/05/2026 às 16h49
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Fotos: Daniele Melo/Ascom Seteem
Fotos: Daniele Melo/Ascom Seteem

Valorização da produção artesanal, geração de oportunidades e fortalecimento da economia criativa marcaram a reunião com as rendeiras do município de Divina Pastora, nesta segunda-feira, 11, sobre a conclusão do projeto Renda Veste, realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). O projeto, que contou com a consultoria técnica do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai Cetiqt), visa capacitar as rendeiras e inserir a tradicional renda irlandesa no mercado da moda, promovendo desenvolvimento econômico e valorização cultural.  

Com foco no desenvolvimento de coleções autorais, o Renda Veste chega à sua conclusão com um desfile das peças produzidas pelas rendeiras, que acontecerá em junho, no Arraiá do Povo, marcando a concretização do projeto que abre portas para novas ideias e parcerias para a renda irlandesa de Sergipe, que foi reconhecida em 2008, pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. 

O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, destacou que o projeto é uma ferramenta de valorização e fortalecimento das tradições culturais sergipanas. “A realização do desfile no final do mês de junho é mais uma oportunidade de valorização da renda irlandesa. O governador é apaixonado pela renda irlandesa, assim como é apaixonado pelo artesanato sergipano, e tem feito um esforço muito grande para valorizar o artesão, com políticas voltadas para a abertura de espaços de comercialização. Ele tem investido muito em divulgar a renda irlandesa porque quando ele divulga a renda irlandesa, ele está divulgando o trabalho de todas as rendeiras, abrindo mercados, parcerias, e isso faz com que as pessoas conheçam a importância histórica que tem a renda irlandesa. Em breve, teremos, também, aqui uma Casa do Artesanato Sergipano, que é um espaço colaborativo para a comercialização da renda irlandesa, a casa de todas as rendeiras, para que o produto delas possa ser comercializado”, pontuou. 

Participante ativa do projeto Renda Veste, a rendeira Adriane Oliveira vê na iniciativa uma oportunidade real de inserção no mercado da moda. “O Renda Veste não é uma janela, é uma porta escancarada para as rendeiras divulgarem o seu trabalho, renovar, ter novos contatos com estilistas, com marcas, entrar no mercado de moda de pé e cabeça, para ganhar dinheiro, que a intenção da gente aqui, do Governo do Estado, é fazer com que as rendeiras tenham independência financeira. O Governo vem apoiando muito o artesanato sergipano”, ressaltou.   

Além da capacitação técnica, Adriane destacou que a política de apoio logístico da gestão estadual tem sido o grande diferencial para o setor. “É o primeiro governo que dá tanto apoio aos artesãos, inclusive, às rendeiras. Antigamente, a gente precisava custear nossos estandes, nossas viagens e, agora, não. O governo dá essa oportunidade para todos os artesãos participarem de feiras e eventos sem nenhum custo. Ou seja, o que você vender na feira é livre para você. Então, aumenta a renda dos artesãos e das rendeiras. E o artesanato agora está em todos os eventos do governo”, reconheceu.

Já a rendeira Maria José, que também participa do projeto Renda Veste, o intercâmbio entre o saber tradicional e o design moderno trouxe um novo fôlego à produção local. “Foi uma inovação e valorizou bastante a nossa renda. Foi uma junção com designers, com empresários de moda e juntou o que a gente tem de mais belo em Sergipe, que é a renda irlandesa. O Governo do Estado tem um olhar inovador para o nosso artesanato, então, é uma coisa unânime. Quem é artesã sabe que o governo apoia. O Renda Veste é um sucesso, foi um divisor de águas para a gente”, destacou.  

Com a proximidade do desfile, a ansiedade e o orgulho de ver a própria criação na passarela marcam os dias da rendeira Maria Ivanete. “Quando a gente fala do Renda Veste, é uma oportunidade única. Por participar do projeto, a gente teve aulas de corte e costura,  aprendemos muito, mas eu não imaginava que chegaria a esse ponto de participar de um desfile com uma peça nossa. A gente já participa de feiras, mas de um desfile vai ser a primeira vez. Vamos mostrar nosso trabalho para pessoas de fora. Para mim, está sendo muito gratificante participar. O coração está acelerado, a gente está a mil”, compartilhou com entusiasmo. 
 

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